28/02/2009
A tradição carnavalesca soterrava-se em dormência, até que um certo galo decidiu “tecer a manhã”, e os “fios de sol de seus gritos de galo” obedeceram a voz do poeta e se cruzaram na avenida São José com Altino Vaz de Melo; desfilaram pela Augusto Pereira de Moraes; harmonizaram (em canto) um melodioso cordão.
Já fazia muito tempo que o Fevereiro não aparecia na cidade, talvez por falta de convite, mas ele chegou discreto, e se fez presente no Bar do Forféia. Na noite seguinte reservou o seu lugarzinho, lá no Batata. Mas, quando voltou ao local de origem, refestelou-se. Abrindo alas de “arrudeio” tomou para si as chaves da cidade e com a maestria que só o Fevereiro tem, abriu as comportas da folia e da alegria. Ele trouxe o confete, a serpentina, a boa música e a fantasia e é por isso... é só por isso que o Galo não passou. “Lá vem o Galo” e o Galo fica. O Galo há de cantar todas as manhãs, há de acordar e provocar nossas memórias para que 2010, 2011, 2012... 2??? permaneçam com seus 12 meses no calendário. Um grande abraço a todos os componentes do Cordão e saudações honrosas ao amigo José Maurício Soliane, o mestre sala dos sonhos.
Fábio Coimbra – diretor de teatro
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