14/01/2009
O novo comandante da Polícia Militar de Penápolis, capitão Delcleciano Borella Júnior, durante entrevista coletiva concedida em seu gabinete ontem pela manhã, prometeu manter focado o combate aos roubos. Natural de Araçatuba, ele substituirá o ex-comandante Paulo Augusto Leite Motooka, transferido para Araçatuba. Além de sua cidade de origem, Borella já trabalhou em diversos municípios paulistas, entre eles Birigui, Fernandópolis e Santa Fé do Sul. Ao assumir a Companhia de Penápolis, Borella prometeu trabalhar bastante e fazer o melhor possível no combate à criminalidade. “Minha meta é deixar a população com a maior segurança possível”, prometeu.
Os assaltos, que passaram a ser uma constância na cidade, serão os alvos do comandante. “Este tipo de delito, devido à forma como são praticados pelos marginais, deixam todos apreensivos”, enfatizou. Tomando por base as estatísticas da própria Polícia, há alguns anos está ocorrendo à diminuição nos números de furtos e o aumento nos roubos. A razão para isso pode estar ligada ao fato de que, nos assaltos, o ladrão na maioria das vezes se apossa do dinheiro de suas vítimas, enquanto que nos furtos existe a necessidade dele comercializar os bens furtados. Este fator pode estar associado ao crescente número de roubos não somente em Penápolis, mas em praticamente todo o país.
Trânsito
No tocante ao trânsito, Borella garantiu que, apesar de ocorrerem críticas por parte da população, as abordagens em veículos prosseguirão. Para ele, esta é uma das formas de combate a criminalidade. “Somente com as abordagens será possível saber se a pessoa está armada ou prestes a cometer algum delito”, explicou. Como conseqüência, caso encontrem alguma irregularidade, as multas serão aplicadas. “As infrações de trânsitos muitas vezes não são aceitas por mexerem na parte mais frágil do ser humano: o bolso. Porém elas são importantes até mesmo para disciplinar a forma das pessoas conduzirem seus veículos. A população precisa entender que as blitz no trânsito fazem parte do trabalho da Polícia”, afirmou. O comandante ressaltou que exigirá a educação e delicadeza dos policiais nas abordagens, mas sem expor a integridade física do policial. “Ninguém traz escrito se é trabalhador ou ladrão. Assim, mesmo agindo com educação, o PM necessitará de cautela ao abordar um veículo em procedimento”, ressaltou Borella. No tocante a implantação de uma Força Tática, observou que não depende dele, mas do alto comando. Quando houver necessidade, entretanto, uma equipe de Araçatuba poderá auxiliar os policiais de Penápolis. (SRF)
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