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Diário de Penápolis

Cidade & Região

24/12/2008

Dinheiro: Maioria dos trabalhadores recebe o acerto

Segundo a direção da Usina Campestre, a maioria dos trabalhadores rurais que atuaram no corte de cana-de-açúcar deste ano, recebeu o dinheiro da qual tinham direito e já deixaram Penápolis com destino as cidades onde residem.
Na tarde de segunda-feira, ainda sem receber, os trabalhadores protestaram contra o atraso no pagamento e dos acertos salariais defronte a agência do Banco do Brasil. Segundo o diretor da empresa, José Silvestre Viana Egreja, ainda na segunda-feira, em meio aos protestos, cerca de seis turmas receberam o acerto e seguiram viagem. Ontem o clima voltou a ficar tenso em função da indefinição por parte da Usina Campestre em relação aos pagamento dos trabalhadores restantes.
Mais uma quantidade de funcionários, não divulgado pela Usina Campestre, conseguiu receber. Outros 80, no entanto, não tiveram a mesma sorte.
A empresa chegou a propor que os trabalhadores seguissem viagem às suas cidades de origem que depositaria o dinheiro em conta poupança. Os trabalhadores, no entanto, não aceitaram a proposta e declararam que permaneceriam em Penápolis até receberem em mãos. Os trabalhadores que não conseguiram receber ontem se dirigiram até o pátio da Usina Campestre na tentativa de uma possível negociação. A exemplo do primeiro dia de protestos, policiais militares acompanharam a distância o desenrolar dos acontecimentos, prontos para agirem caso houvesse necessidade. Dentre os que receberam ontem, um piauiense reclamava que havia, no meio do tumulto, sido furtado em quase R$ 2 mil.

Empresa
O diretor da Usina Campestre, José Silvestre Viana Egreja destacou que 25 ônibus foram contratados para levar os trabalhadores de volta à suas cidades de origem, num total de aproximadamente 800 pessoas. Apenas duas turmas terão que aguardar até hoje para receber o que tem direito. O empresário ressaltou que os trabalhadores tinham a opção de ter o valor depositado em conta poupança, mas todos preferiram primeiro receber o dinheiro, para depois decidir o que fazer. Caso contrário, poderiam ter embarcado e nas cidades onde residem, sacar o dinheiro. Além das seis turmas que receberam na segunda-feira e as demais, com exceção das duas que deverão receber hoje, já tiveram as contas quitadas. Para isso, a Usina Campestre conseguiu R$ 1 milhão, provavelmente na venda antecipada de seus produtos. A empresa, a partir do próximo ano deverá aumentar a coleta por equipamentos, o que deverá substituir 40% da mão de obra por máquinas. Hoje a porcentagem é de 20%. O investimento, entretanto, será de R$ 20 milhões. Os trabalhadores em questão foram contratados para suprir a falta de mão de obra na cidade. (SRF)

Foto: Polícia Militar acompanhou a movimentação dos trabalhadores rurais


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