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Diário de Penápolis

Cidade & Região

03/12/2008

Paulistas têm 10 dias para se imunizar contra a rubéola

A Secretaria de Estado da Saúde vai encerrar no próximo dia 12 de dezembro a Campanha de Vacinação contra a Rubéola em todo o Estado. De acordo com o último balanço divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, 13 milhões de pessoas já foram imunizadas em São Paulo. Nos próximos dez dias, homens e mulheres de 20 a 39 anos, público-alvo da campanha, devem procurar as Unidades Básicas de Saúde de seu município e se proteger contra a doença. A meta é vacinar 95% da população nesta faixa etária em todo o Estado. No Estado, cerca de 500 mil pessoas ainda não tomaram a vacina contra a rubéola. Dos 645 municípios paulistas, 279 não atingiram a meta de imunizar 95% dos homens e mulheres nesta faixa etária, entre elas, Penápolis que alcançou apenas 78,5%. Segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria, em 2007 foram registrados no Estado de São Paulo 1.659 casos de rubéola, dos quais 1.122 (68%) em homens. Foi o número mais alto da doença desde 2000, quando 2.566 paulistas contraíram a doença. Em 2006 foram 66 casos. Neste ano, 696 pessoas já contraíram a doença. A incidência maior da doença entre homens é ainda mais acentuada na faixa entre 20 e 29 anos, responsável por 50,5% dos casos masculinos em 2007. Já os homens de 30 a 39 anos de idade responderam por 28,6% das ocorrências. Nas mulheres a incidência é similar dos 20 aos 39 anos, público-alvo da campanha. Desde 2.000 a vacina contra a rubéola faz parte do calendário nacional de imunização e é aplicada gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A primeira dose deve ser tomada com 12 meses de vida, com reforço entre quatro e seis anos de idade. A Secretaria também indica a vacinação para qualquer pessoa nascida a partir de 1960 que não tenha recebido nenhuma dose anterior, mas durante a campanha o foco serão os paulistas entre 20 e 39 anos de idade.

     

A doença

A rubéola normalmente é uma doença infecciosa benigna, mas quando ocorre durante a gestação há o risco de Síndrome da Rubéola Congênita, que pode comprometer o desenvolvimento do feto e causar abortamento espontâneo, morte fetal e malformações congênitas como surdez, glaucoma, catarata e diabetes. Os principais sintomas são febre baixa, manchas no corpo, dores articulares, conjuntivite, coriza e tosse. A vacina contra a rubéola não é indicada para pessoas imunodeprimidas (em tratamento de câncer e aids, por exemplo) e mulheres grávidas. As gestantes poderão ser imunizadas somente após o parto.


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