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Diário de Penápolis

Cidade & Região

14/06/2008

Suspeitos de sonegação de impostos são transferidos para a cadeia de Penápolis

Foram transferidos ontem da sede da Polícia Federal, em Araçatuba, para a Cadeia Pública de Penápolis, dez dos dezessete presos na quarta-feira, 11, durante a “Operação Cana Brava”. Eles são acusados de crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro no setor sucroalcooleiro. Entre os detidos, sete são de Penápolis. A relação dos transferidos fornecida pela Delegacia de Polícia de Penápolis, é composta por Celso Viana Egreja, Mário Aluízio Viana Egreja, Paulo Eduardo Lencaster Egreja, Fernando Perri, Eduardo Corbucci, Rubens Luiz Vidal Nogueira, Luiz Augusto de Medeiros Monteiro de Barros, Paulo Ferreira, Carlos Roberto da Silva e Marco Antônio Brandão. Dois acusados pelo mesmo crime ainda não foram localizados pela Polícia Federal. Segundo a delegada Daniela Braga, o grupo ficará detido por um período mínimo de cinco dias, podendo ser prorrogado por mais cinco, para que o trabalho de investigação seja finalizado.
O advogado Fernando Garmes, responsável pela defesa de dois envolvidos, disse ontem a reportagem do Diário, que ainda está se inteirando do teor das acusações para preparar a defesa de seus clientes. Nossa reportagem foi informada também que os advogados Antonio Cláudio Mariz de Oliveira e Arnaldo Malheiros Filho, com escritório em São Paulo, foram contratados pela Usina Campestre para defender seus diretores. O Diário entrou em contato com a secretária (Cristina) destes advogados para confirmar a informação a qual ficou de retornar a ligação, o que não aconteceu até o fechamento desta edição. 

Início
A Operação Cana Brava, segundo a Polícia Federal, foi desencadeada a partir de uma investigação da Receita Federal para apurar uma dívida tributária de R$ 500 milhões, acumulada ao longo da atuação da Usina Campestre, fundada em 1946.  A Receita desconfiou da conduta atípica da usina, que apresentava um faturamento diferenciado em relação às demais empresas do setor e dos sinais externos de enriquecimento de seus proprietários. A Receita calcula que R$ 2 bilhões tenham sido movimentados de forma ilegal, por meio de cooperativas e factorings, que exerciam ilegalmente atividades exclusivas de bancos, e de off-shores, empresas constituídas em paraísos fiscais, onde gozam de privilégios tributários e proteção por regras de sigilo. O esquema foi descoberto porque a Procuradoria da Fazenda Nacional apontou o débito da empresa inscrita na dívida ativa da União, e solicitou à Receita Federal que identificasse bens passíveis de penhora, mas, eles não existiam, portanto, não era possível cobrar a dívida. Assim a Receita Federal desconfiou da conduta da empresa e passou a investigar. (Redação)


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