Penápolis, 07/05/2026

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Diário de Penápolis

Cidade & Região

05/03/2026

Câmara: requerimento propõe Museu de São Francisco no prédio do DER

A Câmara Municipal de Penápolis aprovou  em sua sessão de segunda-feira, dia 2, requerimento da vereadora Professora Jandineia (PT) que propõe a implantação do Museu de São Francisco no prédio do antigo DER (Departamento de Estradas de Rodagem), localizado na esquina da Avenida Rui Barbosa com a Rua Irmãos Chrysóstomo de Oliveira. 
A iniciativa foi apresentada após repercussão e solicitação de sugestões por parte do Executivo quanto à futura ocupação do espaço, diante da possibilidade de o Governo do Estado cedê-lo ao município. No documento, a vereadora questiona se existe laudo técnico sobre a integridade estrutural do prédio e defende a realização de estudos de viabilidade técnica para a instalação de um centro cultural ou museu no local. Em caso de confirmação da cessão do espaço pelo governo paulista à Prefeitura, Jandineia também defende o remanejamento dos funcionários que atualmente utilizam o prédio para outra sede em Penápolis, sem prejuízo aos servidores. 
Segundo a vereadora, a discussão sobre o destino do antigo prédio do DER, na Avenida Rui Barbosa, não deve se limitar à lógica da venda ou da simples cessão administrativa. “É necessário ampliar o debate, considerando qual projeto de cidade se pretende construir para Penápolis”, afirma Jandineia. 
O requerimento de sua autoria propõe que o espaço seja incorporado ao município e destinado à Cultura, especificamente ao Museu de São Francisco, padroeiro da cidade. “Isso é defender memória, identidade e futuro. Não se trata apenas de ocupar um prédio, mas de atribuir função social, educativa e simbólica a um patrimônio que pode servir à coletividade”, destaca. 
O documento ressalta que Penápolis já conta com importantes equipamentos culturais, como o Museu do Sol, o Museu do Folclore e o Museu Histórico. A proposta defende que transformar parte do imóvel do DER em um grande espaço museológico integrado, tendo o Museu de São Francisco como referência simbólica e histórica da cidade, representaria um marco para o município. De acordo com o texto, estudantes das redes pública e privada teriam acesso direto à arte, à história e à cultura; professores poderiam desenvolver projetos interdisciplinares; pesquisadores encontrariam material para estudo; e a população ganharia um espaço permanente de convivência cultural. Além disso, a vereadora argumenta que um centro cultural estruturado impulsiona o turismo, fortalece a economia criativa e amplia o sentimento de pertencimento social. “Cidades que investem em cultura não apenas preservam seu passado, mas constroem desenvolvimento sustentável e projetam seu futuro”.

Imprensa/Câmara


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