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Diário de Penápolis

Cidade & Região

01/12/2007

Treinamento: Bombeiros realizam simulado de combate a incêndio

Bombeiros do Posto de Penápolis realizaram ontem pela manhã, na Associação Renascer da Terceira Idade, uma operação simulada em combate a incêndio aéreo (quando o local atingido pelas chamas não se encontra junto ao solo, como andares de prédios, por exemplo). A operação, que segundo o comandante, subtenente Maurício José Garcia, teve como objetivo, além de testar a eficiência dos equipamentos ainda servir como treinamento dos policiais, ocorreu por volta das 09h00 e contou com o apoio de policiais militares. Um total de 15 bombeiros e representantes da Defesa Civil completaram o quadro de pessoas que participaram do exercício.

A movimentação de viaturas chamou a atenção de moradores, que, de início, apreensivos, foram conferir de perto o que estava ocorrendo. “O mais importante neste tipo de operação é o treinamento dos homens bem como ser possível fazermos uma avaliação da atuação do grupo”, revelou Garcia. Pelos cálculos do comando, baseado em números de ocorrências, em Penápolis a cada dez atuações, sete são de resgate de vítimas, a maioria em acidentes envolvendo motos. A baixa movimentação em ocorrências de incêndios em prédios, segundo o comandante, força a corporação a realizar este tipo de treinamento visando manter os bombeiros em total entrosamento. “Um treinamento deste porte é de suma importância para avaliarmos a atuação de cada bombeiro, testando a capacidade do Posto caso ocorra um incêndio real, além de corrigir possíveis falhas”, comentou Garcia.

O fato das empresas estarem atualmente mais preocupadas com incêndios, tem levado os empresários a investirem pesado em equipamentos de prevenção e combate ao fogo. Os materiais atuais que são de qualidade superior aos antigos, para Garcia, é um dos fatores pelo fato de número de incêndios em empresas terem diminuído bastante nos últimos anos. “Além dos empresários estarem mais preocupados com os prejuízos que um incêndio trás, os fios elétricos, os principais vilões nos registros de curto-circuito, atualmente são de alta qualidade e produzidos com materiais que não se incendeiam. Desta forma, mesmo que focos de fogo venham a surgir, são de pouca intensidade e os próprios funcionários, com extintores, conseguem debelar as chamas”, observou o comandante.

Foram utilizados cerca de dez mil litros de água no simulado, que durou aproximadamente 25 minutos e contou ainda com o atendimento de uma pessoa que se passou por ferida. “Em caso real o tempo seria maior, já que existe a operação de rescaldo, o que não foi necessário ser feito hoje”, destacou Garcia. Para ele, a avaliação do exercício é altamente positiva. (SRF)


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