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Diário de Penápolis

Cidade & Região

02/11/2007

Moradores reclamam de mal cheiro provocado por curtume

Um velho problema enfrentado pelos moradores da Vila Santa Terezinha e arredores, voltou a ganhar destaque. Um dos moradores do local, que por medo de represália pediu para não se identificar, providenciou um abaixo-assinado com 122 assinaturas que foi encaminhado ao Ministério Público, através do promotor Marinaldo Ferreira, solicitando por providência. O reclamante destacou que os piores momentos ocorrem durante o período noturno, ou seja, das 19h00 às 07h00 da manhã. “A Cetesb já foi acionada, mas os técnicos insistem em visitar a região fora deste horário, quando nenhuma anormalidade é verificada”, destacou o morador. O mal cheiro, classificado pelo reclamante como “uma carniça insuportável”, provoca, além de constrangimento, problemas de saúde. “Minha esposa, por exemplo, sofre de constantes dores de cabeça. Um dos picos considerados como altamente insuportável, em sua versão, ocorreu na noite de quarta-feira, quando não somente naquela região, mas em praticamente toda a cidade era possível sentir o fedor”, ressaltou o reclamante.  

Na tentativa de acabar com o problema há alguns anos foi construída uma tubulação para receber todo o produto eliminado pela empresa, o Curtume Leão, e que é enviado diretamente para a lagoa de tratamento de esgoto, mantida pelo Departamento Autônomo de Penápolis. Mas, para o morador, ou está ocorrendo algum problema ou mesmo as normas necessárias não estão sendo acatadas pela empresa. “Devido a isso muitos não conseguem ao menos dormir, acarretando um desgaste muito grande durante o dia”, lamentou.

 

Outro lado

Ontem o advogado da empresa, Fabiano Augusto Sampaio Vargas, ao ser procurado relatou que, por falta de constatação de provas, o Ministério Público arquivou o processo. O advogado destacou que por três vezes consecutivas representantes da Cetesb visitaram a empresa em horários distintos, ficando por mais de uma hora, e nada de anormal foi encontrado.

No arquivamento, a Promotoria de Justiça, segundo o advogado, teria ressaltado que, caso ocorra o problema, ele pode ser oriundo de outras fontes, como emissários de esgoto, de resíduos de cana-de-açúcar ou mesmo de alguma outra indústria. (SRF)

Foto: Reclamante, que prefere não se identificar, exibe o abaixo-assinado


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