10/01/2007
Desenhos produzidos por cerca de 70 pessoas que fizeram parte do Ateliê do Museu de Sol de Penápolis durante o ano passado estão em exposição desde o último dia 02. Instalada no próprio Museu, a mostra conta com dezenas de trabalhos feitos em papel com a utilização de várias técnicas como colagem e pintura em lápis de cor, giz de cera, aquarela, tinta guache e canetinhas. A exposição é realizada todos os anos, desde o início dos trabalhos do Ateliê, em 1981. Sobre a orientação da artista plástica Sandra Arikawa, os desenhos foram produzidos a partir de vários temas propostos. A exposição foi dividida de acordo com estes temas, que variam desde comidas, bicicletas, flores, pássaros, Copa do Mundo, até a interpretação de textos, como a música “O pato”, de Vinícius de Moraes. Devido ao período de férias, os trabalhos têm sido apreciados por moradores de várias cidades, que, passando por Penápolis, aproveitam para conhecer o Museu.
Segundo a gerente administrativa do local, Andréia Cristina Moreira, escolas e grupos podem agendar visitas, o que deve acontecer com freqüência a partir do início do ano letivo. A exposição pode ser conhecida durante todo o mês de janeiro e fevereiro. Já os interessados em freqüentar as aulas no Ateliê podem se inscrever em qualquer período do ano ou participar da oficina de férias que está sendo desenvolvida durante o mês de janeiro. A idade mínima deve ser cinco anos, podendo se inscrever também adolescentes e adultos. É necessário o pagamento de uma taxa de R$ 20,00 e os trabalhos produzidos poderão ser levados para casa. Basta comparecer ao Museu e fazer a inscrição minutos antes do início das oficinas. Existem vagas as terças-feiras, das 9h00 às 10h30, e as terças e sextas das 14h30 as 17h00.
Criatividade
Mesmo os leigos em arte podem participar e não há limites quanto à técnica ou estilo. “A proposta é livre, já que o grande objetivo é ampliar a visão artística da pessoa”, explicou Andréia, “O desenho é como a letra, cada um tem seu estilo, o importante é estimular a expressão da individualidade”, acrescentou. A funcionário do Museu revelou ainda que o retorno é perceptível aos pais das crianças. “Eles comentam que os filhos ficaram mais disciplinados, além da satisfação pela descoberta de novas formas de expressão”, disse. Ainda segundo Andréia, a arte muitas vezes é vista de maneira dividida, separada por períodos e estilos, o que atrapalha um pouco a liberdade do produtor. “Mostramos obras e artistas famosos e explicamos seus estilos, mas a função da arte-educação é simplesmente levar a novas interpretações, priorizando a liberdade”, finalizou ela.
O Museu do Sol fica na avenida Rui Barbosa, nº 798, Centro. O telefone para informações é 3652-0590. (AR)
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