27/08/2026
DA REDAÇÃO
A região de Araçatuba, a qual Penápolis pertence, ainda tem baixa participação na segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal, promovida pelo Governo de São Paulo. Dos 43 municípios que integram a região, apenas nove responderam ao levantamento até o momento - o equivalente a 20,9% de adesão.
O prazo para as prefeituras participarem foi prorrogado e termina no próximo dia 31 de agosto. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e busca identificar como os municípios estruturam políticas, serviços e ações voltadas à proteção e ao cuidado de cães e gatos.
O levantamento pretende criar um retrato mais amplo da realidade do Estado e apontar tanto as iniciativas que já funcionam nos municípios quanto as principais necessidades e desafios enfrentados pelas administrações públicas.
Participação paulista também está abaixo do esperado
Em todo o Estado, a adesão alcança 224 dos 645 municípios paulistas, o que representa 34,7% de participação.
Para a Semil, ampliar o número de cidades participantes é essencial para que o diagnóstico tenha maior representatividade e possa servir de base para o planejamento de novas políticas públicas.
“A participação dos municípios é fundamental para que o Estado conheça de forma mais precisa as realidades locais e possa planejar políticas públicas cada vez mais efetivas de proteção e bem-estar animal”, afirma Karen Camargo, diretora de Bem-estar Animal da Semil.
Segundo ela, as respostas das prefeituras também ajudam a identificar avanços e áreas que ainda precisam de investimentos e estruturação.
Prefeituras são responsáveis pelo preenchimento
O questionário deve ser respondido diretamente pelas prefeituras. As informações coletadas serão utilizadas para mapear serviços, estruturas existentes, iniciativas desenvolvidas e demandas relacionadas ao atendimento e à proteção de cães e gatos.
A participação pode ser feita por meio do formulário oficial disponibilizado pela Semil.
Pesquisa anterior revelou desafios
A primeira edição do levantamento foi realizada em 2024 e reuniu informações de 151 municípios paulistas.
Na ocasião, a pesquisa mostrou que 62,3% das cidades participantes mantinham serviços permanentes de castração, enquanto aproximadamente 75% contavam com médicos-veterinários atuando diretamente no atendimento de cães e gatos.
Outro dado que chamou atenção foi a ocorrência de casos de acumulação de animais em 45% dos municípios que responderam ao questionário.
O levantamento também revelou que 42,3% das cidades já haviam realizado algum tipo de estudo sobre a população de animais domiciliados. Quando o assunto eram cães e gatos em situação de rua, porém, esse índice caía para apenas 24,5%.
A expectativa do Governo Estadual é ampliar significativamente a participação nesta segunda edição e, com isso, obter um diagnóstico mais completo sobre o cenário do bem-estar animal nos municípios paulistas.
As prefeituras da região têm até 31 de agosto para participar.
(Com Folha da Região)
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