19/06/2022
Técnica secular de reprodução de imagem resulta em imagens monocromáticas em diferentes tonalidades de azul
DA REDAÇÃO
As praças públicas representam um importante espaço de convivência e socialização, que muitas vezes ilustram sobre a história e cultura de um município. Em Araçatuba, elas foram escolhidas como tema do projeto Araçapraças e ganharão todos os holofotes do fotógrafo Devair Muchiutti e da artista visual Fernanda Russo.
Ambos trabalharão juntos em todo o processo, desde a captação das imagens das praças, do processo de reprodução fotográfica cianotipia, que produz imagens em tons de azul, até a exposição das obras.
Também haverá oficinas especiais sobre a técnica com grupos de alunos de uma escola pública do município.
Inscrito pelo Espaço Cultural Fábrica da Arte, o projeto foi contemplado pelo edital 001/2021, promovido pela Secretaria de Cultura de Araçatuba, na categoria Exposição Inédita de Artes Visuais.
Entre os espaços públicos selecionados estão a Praça Rui Barbosa, João Pessoa e Seisaburo Ikeda (Guanabara); outros espaços estão em análise.
Arte e conscientização
Os idealizadores explicam que a ideia surgiu de uma paixão em comum pela cianotipia e todos os efeitos de imagem feitos artesanalmente.
"Já havíamos feito experimentações no espaço cultural, com outros temas utilizando a técnica. Quando surgiu o edital, encontramos um caminho para viabilizar um projeto e pensamos em algo que pudesse mostrar a cidade, e foi assim que definimos como tema as praças”, explica a artista visual Fernanda Russo.
Ela também destaca que a cianotipia tem uma característica de fotografia antiga e que unido ao fato das fotos serem da atualidade, o resultado deverá gerar um impacto diferente para quem contemplar a paisagem araçatubense. Também é uma maneira de despertar o interesse das pessoas por métodos como esse, fugindo um pouco do digital, não deixando morrer essa forma de arte.
"Além de divulgar sobre o processo de cianotipia, outro objetivo do Araçapraças é conscientizar a sociedade de que ela deve se apropriar dos espaços púbicos. Só assim será possível chamar a atenção dos órgãos governamentais responsáveis sobre a necessidade de manter esses espaços mais preservados. Hoje estamos num círculo vicioso: as pessoas não ocupam as praças porque os espaços não estão bem preservados e o poder público não dá maior atenção ao assunto porque não são utilizados. Então, também gostaríamos de ajudar nessa união, pois todos serão beneficiados; inclusive, o impacto de maior atenção é muito maior que o visual. Praças preservadas também contribuirão para o maior equilíbrio da natureza e preservação da flora e fauna”, acredita o fotógrafo Devair Muchiutti.
Etapas
As primeiras etapas do cronograma do Araçapraças foram realizadas em abril, envolvendo pesquisas e captações de imagens, em vários ângulos, inclusive aéreas. O próximo passo é realizar um trabalho técnico minucioso de cianotipia, e a finalização do projeto conta com uma exposição das imagens na modalidade on-line, num site exclusivo, e também presencial com a impressão em papel aquarela, em vários tamanhos, ainda este ano. O local da exposição ainda será definido.
(Com informações da assessoria de imprensa)
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