07/01/2022
Os blocos de Carnaval não vão desfilar pelas ruas de São Paulo neste ano, ainda em razão da pandemia de covid-19. A decisão de cancelar as festividades foi tomada durante reunião da prefeitura com a vigilância sanitária nesta quinta-feira (06).
Apesar de cancelar os blocos de rua, a prefeitura decidiu manter os desfiles das escolas de samba de São Paulo no Sambódromo do Anhembi, que devem acontecer nos dias 25, 26, 27 e 28 de fevereiro. Protocolos sanitários serão discutidos com a Liga das Escolas de Samba.
"Por conta da situação epidemiológica está cancelado o carnaval de rua de São Paulo. Nós vamos sentar com a Liga das Escolas de Samba para combinar um protocolo para a realização dos desfiles no sambódromo. Caso eles aceitem os protocolos, os desfiles serão mantidos", disse o prefeito Ricardo Nunes.
A prefeitura de São Paulo havia autorizado 696 desfiles para o carnaval de rua de 2022, segundo balanço municipal de 30 de dezembro. Antes da decisão da prefeitura, 32 blocos cancelaram ao menos 41 desfiles e associações que representam os blocos da cidade informaram que não participariam do Carnaval mesmo que o evento fosse autorizado pela prefeitura.
Uma alternativa ventilada pela prefeitura foi realizar os desfiles no Autódromo de Interlagos. Porém, a Secretária de Saúde afirmou que não é recomendável fazer o evento no autódromo. A proposta também não foi aceita pelos blocos, que afirmaram ainda que não admitem a hipótese da realização do carnaval de rua “em lugares contidos, ao ar livre, como o Autódromo de Interlagos, Memorial da América Latina, Jockey Club, Sambódromo e outros”. “Isso é alternativa do setor privado”.
A prefeitura havia assinado um contrato de patrocínio do Carnaval de R$ 23 milhões com uma empresa ligada à Ambev.
A maioria das capitais já cancelou as festividades, entre elas Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.
Por todo o país, os registros de covid seguem em alta. Entre terça e quarta-feira, dia 5, 18.759 pessoas foram diagnosticadas com covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o que representa um aumento de 122,5% em comparação com a semana anterior. Na cidade de São Paulo, a variante ômicron já responde por metade do número de casos, segundo a prefeitura — em um mês, a média de internações por síndrome respiratória aguda dobrou.
(Com André Martins - Exame)
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