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Diário de Penápolis

Cidade & Região

24/05/2018

Caminhoneiros aderem à paralisação na Marechal Rondon

DA REPORTAGEM

Pelo segundo dia consecutivo, diversos caminhoneiros aderiram à paralisação da categoria que vem ocorrendo em todo o Brasil e cruzaram os braços na rodovia Marechal Rondon (SP 300), no trevo de acesso ao município de Avanhandava. A movimentação no quilômetro 476 foi pacífica e não gerou prejuízos para quem passava pelo local. Os caminhoneiros protestam contra a disparada do preço do diesel que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho. Nos dois dias de paralisação, os motoristas iniciaram o movimento no período da tarde e permaneceram até o fim do dia. Pelo menos 60 caminhões participaram da manifestação, que foi acompanhada por policiais militares rodoviários, e também funcionários da concessionária que administra a rodovia. 
Os caminhoneiros pararam seus veículos no acostamento e área verde da rodovia. Em nenhum momento a pista chegou a ser interditada pelos manifestantes. Na oportunidade eles estenderam faixas com dizeres de indignação sobre os valores do combustível e as condições de trabalho. Eles acompanham o movimento nacional que ocorre nas rodovias federais e estaduais, além de vias importantes em 23 estados do país mais o Distrito Federal. Alguns atos ocorrem diante de refinarias, impedindo a saída de caminhões-tanque. 
A paralisação em rodovias do Brasil, começa a surtir efeitos também em outras áreas, principalmente a de combustíveis. Algumas grandes cidades, a falta do combustível nos postos de abastecimento se tornou realidade. Além disso, a falta de entregas de produtos alimentícios em alguns pontos de CEAGESP causa transtornos para comerciantes que necessitam do centro de distribuição. A falta de produtos tem gerado aumento nos preços. 

Correios
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos suspendeu temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e Hoje). Em comunicado, os Correios informaram que a paralisação também tem gerado “forte impacto” e atrasos nas operações da empresa em todo o país. “Os Correios continuam aceitando postagem de SEDEX e PAC, no entanto, enquanto continuar a greve  haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega dessas encomendas, bem como das correspondências”, afirmou a nota. 
“Os Correios estão acompanhando os índices operacionais de qualidade de toda essa cadeia logística e, tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, a empresa reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população”, acrescentaram os Correios. A empresa entrega, mensalmente, cerca de meio bilhão de objetos postais, dentre eles, 25 milhões de encomendas. São mais de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas que circulam pelo país de norte a sul.

(Rafael Mach)


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