26/05/2017
DA REPORTAGEM
O vereador do PSD, Júlio Caetano, teve suas redes sociais hackeadas nesta semana na internet. Além de ter suas imagens mudadas em uma de suas páginas no Facebook, mensagens foram enviadas de seu aplicativo WhatsApp onde o “intruso” se passava por ele. Júlio acredita que a invasão tenha sido uma represália política. O fato ganhou notoriedade quando, na noite de quarta-feira (24) o “suposto” vereador teria mudado sua foto de perfil no Facebook, colocando a imagem de uma estrela com a sigla do Partido dos Trabalhadores. O fato, além de chamar a atenção de políticos e pessoas, que não entendiam o que aquilo significava, ainda gerou grande questionamento dos usuários que o seguem em sua página. Algumas das manifestações mostravam raiva por parte do usuário, acreditando que o vereador teria mudado para o partido. Em contato com a reportagem do DIÁRIO DE PENÁPOLIS, Júlio informou que teve sua página hackeada por um desconhecido e que o ato tem gerado diversos transtornos para ele. “Eu uso aquela página para fins de meu trabalho como vereador. Ali é onde eu tenho contato direto com a população, onde presto contas do meu serviço através de textos e fotos, mas infelizmente tive minha página bloqueada, onde, além de não estar havendo este contato, ainda fazem brincadeiras dando a entender que mudei de partido de uma hora para outra”, comentou. Júlio possui duas páginas na internet, sendo que uma segunda não sofreu danos. Ele revelou também que um suposto “fake” (página falsa de uma pessoa) foi criada na rede. “Depois que minha conta foi invadida, ainda trocaram minha senha para que eu perdesse o acesso”, acrescentou.
WhatsApp
Além de sua página no Facebook, ele teve seu número de telefone celular clonado, possibilitando que o autor tivesse acesso ao seu WhatsApp e passasse a enviar mensagens para seus familiares e amigos. “Eles me relataram terem recebidos mensagens de meu aplicativo, como se fosse eu quem tivesse enviado. Isso aconteceu com diversas pessoas, o que me deixou muito chateado”, disse. Normalmente, crimes virtuais são aplicados por hackers que escolhem uma pessoa de forma aleatória, geralmente com intuito de aplicar golpes financeiros utilizando o nome da vítima. “Entretanto, comigo tem sido diferente. A pessoa que fez isso está utilizando informações minhas para se manifestar como se fosse eu, o que indica que ela sabe quem sou, o que faço. Isso me preocupa, pois não sei o que o que pode dizer ou fazer utilizando meu nome”, afirmou. Segundo ele, o crime também pode estar relacionado à política. “Quem fez isso e está espalhando mensagens minhas sabe quem sou, ou pelo menos obteve muitas informações. Acredito que isso tenha cunho político, uma tentativa de me prejudicar através de minhas redes sociais, já que se trata do meio que mais utilizo para publicar minhas ações como vereador, o que tem me colocado em evidência”, acrescentou. O vereador disse também que está providenciando a normalização das ferramentas virtuais e que estuda um meio de acionar a polícia e a Justiça para que sejam tomadas as devidas providências.
(Rafael Machi)
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