19/10/2016
DA REPORTAGEM
Se por um lado o prefeito diz estar sendo vítima de revanchismo, por outro, é o vereador Caíque Rossi que se diz triste com os ataques que vem sofrendo por parte do prefeito. Segundo ele, Célio teria usado seu programa de rádio às sextas-feiras para atacar seu grupo político. “Fomos atacados de forma indelicada, sem necessidade alguma, o que nos deixa muito chateados com a situação. Lamento por isso e vamos seguindo com nosso dever, já que não leva a lugar algum este revanchismo partidário. Estamos aqui de forma educada e serena para votarmos pelo fim da CIP, sem ataques desnecessários como tem ocorrido com a gente”, afirmou.
Caíque voltou a afirmar que a aprovação da CIP, feita em 2013, havia sido uma tomada em virtude da responsabilidade de manutenção dos ativos que a prefeitura teria que arcar. “De mesma forma que em 2013, votamos desta vez tendo em vista uma coerência. Já que a Aneel decidiu que não haveria a necessidade dos municípios arcarem com os ativos, então não há a necessidade de haver a cobrança”, disse.
Ele também classificou como “maturidade” a decisão dos vereadores em votarem a revogação somente depois do período eleitoral. “Se tivéssemos votado antes do período eleitoral, certamente teríamos algum tipo de benefício, e não queríamos isso. Queríamos uma campanha limpa, assim como a praticamos. Então votamos após este período para mostrarmos nossa maturidade em cima de um assunto que tem sido tratado de forma técnica e não política, assim como estamos sendo atacados de forma desleal e desnecessária, como ocorreu nesta noite, por parte do grupo do prefeito”, ressaltou.
Em relação à expectativa de que o prefeito vete a revogação da CIP, Caíque afirmou estar com a consciência tranquila. A expectativa dele é que o veto do prefeito também seja derrubado pelos vereadores que querem a revogação. “Ao derrubarmos o veto, se ele entender que deve tomar algum outro tipo de providência, será um critério dele. Nós aqui na Câmara fizemos nosso papel de representar e cuidar da sociedade. Estamos tranquilos, sabemos que estamos sendo coerentes, assim como em 2013, quando votamos por algo que entendíamos necessário e que agora passa a não ser mais com a não obrigatoriedade do município em assumir a responsabilidade dos ativos e que, por isso, não há necessidade da cobrança”, finalizou.
(Rafael Machi)
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