18/03/2015
DA REPORTAGEM
A direção da escola estadual Adelino Peters, de Penápolis, informou na manhã de ontem que já identificou as alunas que brigaram na última semana nas proximidades da escola e que tiveram a ação filmada e divulgada em uma rede social na internet, causando grande repercussão. A direção da escola já está tomando as providências cabíveis. A briga ocorreu defronte à Necrópole Santa Cruz e não na escola, como havia sido informado inicialmente na matéria publicada no último dia 14. Segundo a diretora da Unidade Escolar, Angélica Aparecida Silva de Lima, logo após a identificação das alunas, seus pais foram acionados à escola para que tomassem conhecimento do ocorrido. “Os responsáveis pelas alunas foram convocados e já compareceram, sendo informados sobre o que ocorreu na semana anterior”, afirmou. Ela disse que o motivo que levou as alunas a brigarem já foi informado, e o problema esclarecido. As medidas disciplinares foram aplicadas de acordo com o regimento escolar. O aluno que teria filmado a briga e exposto as imagens na internet também foi identificado. Na manhã de ontem o vídeo já havia sido excluído de sua página social. A diretora esclarece que o responsável pela postagem não é aluno da escola, portanto não lhe cabe medida disciplinar.
Vídeo
As imagens que mostram a briga das alunas defronte a Necrópole Santa Cruz, foram vistas por mais de duas mil pessoas em menos de 24 horas. O vídeo mostra diversos estudantes caminhando em direção à Necrópole. Eles se aglomeram ao redor das alunas, que passam a discutir. Em determinado momento, elas se agridem com puxões de cabelo, tapas e socos. Todos ao redor gritam, incentivando a ação, sendo separadas somente depois de caírem ao solo. Com a divulgação do vídeo através da rede social, diversas pessoas passaram a postar comentários sobre o ocorrido. Muitas delas em forma de repúdio a agressão entre as jovens. Entretanto, alguns adolescentes postaram comentários incentivando a ação, outros chegaram a dizer que uma das jovens deveria ter apanhado mais. Nas publicações há o comentário de uma menina que é citada anteriormente como uma das envolvidas, ela diz que “não importa se eu bati ou apanhei, mas um tapa no meio da cara dela eu dei”. Outra jovem critica o fato de as envolvidas não saberem brigar e questiona porque não se bateram até sangrar.
(Rafael Machi)
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