20/09/2013
DA REPORTAGEM
Os bancários de Penápolis podem paralisar o atendimento ao público nas agências a qualquer momento. É o que informou o Sindicato dos Bancários de Lins, que abrange Penápolis. Uma assembleia será realizada na manhã de hoje, a partir das 09h00, para definir se vão aderir ao movimento grevista iniciado nesta semana. O encontro será promovido entre representantes do Sindicato e os funcionários das agências locais. Ontem uma assembleia já havia sido realizada pelos bancários, que foram informados da situação da greve no país e também na região. De acordo com o Secretário Geral do Sindicato de Lins, José Luiz do Valle, o Zé Lu, na primeira conversa com os bancários foi informá-los da situação na região. "Conversamos com os presentes e expomos a situação. Assim como em outras paralisações já realizadas, a ideia é aguardar o desenvolver da greve na região para que eles também possam aderir ao movimento. Mas a partir da assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (20) os bancários de Penápolis poderão entrar em greve a qualquer momento", afirmou Zé Lu. Participaram desta primeira assembleia cerca de 60 bancários das agências de Penápolis, com exceção do Bradesco, Itaú e HSBC. "Ficamos muito contentes com o grande número de pessoas já na primeira assembleia, isso mostra que o interesse por melhorias é grande por parte dos funcionários", comentou. Segundo o secretário geral, é importante ressaltar as pessoas que os bancários utilizam a greve para também se manifestar em favor do cliente. "Entre as reivindicações está à contratação de mais funcionários. A forma de trabalho hoje sobrecarrega o bancário e também prejudica o cliente, que tem que passar muito tempo na fila e muitas vezes, acaba não tendo a atenção necessária, já que o atendente está com uma carga de stress grande, pois as condições de trabalho nem sempre são favoráveis", ressaltou. A greve tem o objetivo de reivindicar aumento salarial e na participação do lucro das empresas. Os trabalhadores pedem um aumento de 11,93%, 5% de aumento real além da recomposição da inflação do ano passado, que ficou em 5,84%. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) oferece reajuste de 6,1%. Entre as reivindicações também estão: melhoria das condições de trabalho, fim das terceirizações e das demissões.
Agências bancárias de Araçatuba e Birigui já aderiram ao movimento desde ontem. (Rafael Machi)
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