16/03/2013
DA REPORTAGEM
Por conta de problemas financeiros enfrentados pela Prefeitura de Penápolis, o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindservpen) não convenceu o prefeito Célio de Oliveira conceder o reajuste salarial solicitado pelo Sindicato em prol dos servidores municipais.
Na semana passada foi realizada uma assembleia entre o prefeito, a Secretária de Finanças, Maria Emilia de Souza, a diretoria do Sindicato e um número representativo de funcionários para discutir o assunto, e os salários atuais foram mantidos. Mas o prefeito decidiu conceder um benefício de R$ 60 que virá acrescentado à cesta básica, ou do vale-alimentação, conforme a vontade do servidor. Como a data-base dos servidores municipais de Penápolis é fevereiro, o benefício será retroativo.
O sindicato queria um reajuste de 6,25% para a categoria, índice que corresponde à reposição pela inflação do período. Segundo o presidente do Sindicato Anderson Leone Mioti da Silva, o Batata, mesmo a Prefeitura não concedendo o reajuste, ele considerou a assembleia bastante positiva. "Foi uma oportunidade dos servidores conversarem com o prefeito e esclarecer dúvidas, e se informarem da situação financeira da Prefeitura", comentou. Ele ressaltou que a maioria dos servidores presentes também se mostrou satisfeita com a clareza com que o prefeito tem tratado o assunto. "Como a situação foi mostrada de forma aberta para os servidores, eles entenderam que a situação financeira da prefeitura não permite determinados ajustes, tiveram bom senso, o que pode ser muito bom para o futuro, já que o próprio servidor tem cooperado", ressaltou. A Prefeitura de Penápolis tem aproximadamente 1,6 mil funcionários, incluindo os contratados pela administração e os da administração indireta, que atuam no Daep (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis) e na Emurpe (Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis). Segundo levantamento feito pela Prefeitura, de março de 2012 a fevereiro deste ano o município arrecadou R$ 129,7 milhões e gastou R$ 69,6 milhões com pagamento de pessoal.
Desta forma, o gasto com a folha de pagamento ficou em 53,65% do orçamento, ante 54,24% alcançado em 2012, quando a arrecadação fechou em R$ 125,9 milhões e foram gastos R$ 68,331 milhões em salários. Mesmo com a decisão tomada em assembleia, Batata garantiu aos associados do Sindicato que continuará acompanhando a situação da Prefeitura e que estará sempre conversando com a administração para que os servidores tenham neste ano, pelo menos, o repasse inflacionário. (Rafael Machi)
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