19/08/2011
Foi um sucesso a realização do Programa Cana Limpa com os trabalhadores da Usina Campestre. O Sindicato Rural de Penápolis (SIRP), através de convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-AR/SP), realizou, de 04 a 22 e julho, na Companhia Açucareira de Penápolis, um trabalho de aperfeiçoamento da mão-de-obra de cortadores de cana visando maior produtividade e segurança na atividade. Foram 750 trabalhadores, que aprenderam a cortar a cana-de-açúcar manualmente, conforme técnicas apropriadas. Durante os dias de curso, foi possível aos trabalhadores participantes, compreender melhor todo o sistema da cultura e sua importância, assim como benefícios como redução de perda e desperdícios, aumento de segurança e diminuição dos riscos de acidentes. Segundo a instrutora Rose Ferreira de Castilho, a linguagem trabalhada nas aulas é simples, e ela buscou se aproximar dos trabalhadores utilizando a mesma linguagem que eles usam no dia a dia do trabalho rural. “Nós trabalhamos também todo o tempo com foto, para exemplificar e mostrar o que pode e o que não pode fazer. Também temos apostilas que são distribuídas ao final da aula, oferecido pelo SENAR, para cada um”, comentou. Para a instrutora, o fato de eles estarem dentro da usina e conhecerem a produção, do que é feito da obra prima que eles cortam na roça, os faz sentirem mais valorizados. Além disso, o curso procura mostrar que apesar de o corte feito por máquinas estar chegando às empresas, os trabalhadores rurais podem se qualificar em outras áreas e crescer dentro da própria empresa. José Carlos Fernandes Alcântara, gestor da Companhia Açucareira, disse que é muito importante oferecer esse tipo de curso para beneficio não só da empresa, mas também para estimular a auto-estima do trabalhador. Para ele, o grupo se sente valorizado e integrado com o restante da equipe. O gestor da Campestre também enfatizou que acredita que desenvolver o Programa Cana Limpa deveria ser uma iniciativa a ser tomada pelas usinas da região, para valorização da agroindústria. Segundo ele, não houve nenhuma dificuldade em aplicar o programa, ao contrário, todos se mostraram muito abertos para o aprendizado. Alcântara aproveitou para parabenizar o Sindicato Rural: “Muito louvável a iniciativa do sindicato em oferecer esses cursos junto ao SENAR”. Para o presidente do Sirp, Dr. João Castilho, a importância da cultura de cana e que a própria Campestre tem para a cidade são os fundamentos para a necessidade de trazer o programa para a região. O presidente explicou que o curso foi trazido para Penápolis em função de uma solicitação feita pela diretoria da usina. Para ele, essa capacitação foi importante e útil para todos. “A Usina Campestre é muito importante para nossa cidade, e tem uma geração de emprego e renda cruciais. Por isso, quando nos solicitaram a realização do curso, não hesitamos e fizemos o possível para colaborar. Foi muito satisfatório o resultado”, comentou Dr. João.
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