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Diário de Penápolis

Cidade & Região

15/06/2011

Mulher confessa que inventou história e ex-marido é absolvido

DA REPORTAGEM

O Tribunal do Júri esteve reunido no Fórum de Penápolis na manhã de ontem, 07, para julgar uma tentativa de homicídio ocorrido no dia 05 de março de 2006, no bairro Jardim Tóquio. Na ocasião, o acusado ex-marido da vítima, Clovis César da Mata Marques, teria tentado matar Elisangela Mariana dos Santos com um golpe de faca na barriga. Durante o Júri, ficou decidido pela absolvição do acusado, após um pedido da própria Promotoria por negativa de autoria. Durante os trabalhos, a vítima teria confessado que toda a acusação movida contra o ex-marido, na verdade não passava de uma invenção. Ela disse que chegou em casa pela manhã, vindo de uma balada e encontrou o ex-marido, que a esperava para pedir seu consentimento para levar um dos filhos para uma pescaria. No momento em que Elisangela viu Clóvis, não teria gostado de sua presença e pegou uma faca para ameaçá-lo, e ambos teriam entrado em luta corporal quando ela se feriu na região da virilha, quando Clóvis tentou tirar a faca de suas mãos. Ainda segundo Elisangela, a situação teria sido forjada por medo. Com a confissão e esclarecimento dos fatos perante o júri, o acusado deve receber brevemente o alvará de soltura.

Farsa
Segundo os autos do processo, baseado em depoimentos de Elisangela momento após o ocorrido, ela teria chegado em casa e ao adentrar, teria sido agarrada pelo acusado que estava escondido atrás da porta esperando-a chegar, e anunciado que iria matá-la, iniciando uma discussão. Clóvis estaria armado com uma faca e teria tentado golpear Elisangela, porém, ela conseguiu se defender, pois estava com um capacete nas mãos, evitando ferimentos mais graves. A vítima teria sido levada para fora da casa, e golpeada na barriga, momento em que gritou e foi socorrida em seguida. Ainda segundo Elisangela, a agressão de Clóvis contra Elisangela teria sido motivada por ciúmes do acusado. Fato que se agravou quando Clóvis teria visto o atual namorado de sua ex-companheira, deixando-a em sua casa. Este seria o estopim para a agressão e tentativa de homicídio. Porém, o caso já foi esclarecido e Elisangela deve responder por falso testemunho. Clóvis estava preso porque durante o desenvolvimento do processo não teria comparecido ao Fórum para prestar os devidos depoimentos, sendo expedido um mandado de prisão contra o acusado. (Rafael Machi) 


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