13/08/2020
Um carregador de celular causou a morte de um adolescente na cidade de Palmas, no Tocantins. João Vitor Domat Remus, de 13 anos, morreu após ser eletrocutado enquanto retirava o acessório da tomada. O acidente foi causado após o revestimento plástico se soltar. Com isso, o jovem encostou na parte de metal, levando o choque elétrico. João Vitor foi socorrido no Hospital Geral de Palmas Dr. Francisco Ayres (HGP), onde ficou oito dias internado numa unidade de tratamento intensivo (UTI), mas não resistiu e teve morte encefálica. A família do adolescente decidiu doar os órgãos da vítima.
João Vitor faleceu no dia 6 de agosto e foi sepultado no último sábado (8), no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, em Brasília. No registro, a causa da morte consta como choque elétrico. Segundo a Polícia Civil do Tocantins, o caso foi registrado na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento a Vulneráveis (DAV - Palmas) e "segue sob investigação para que seja apurado se houve possíveis responsabilidades".
O jovem era atleta de natação vinculado à Secretaria de Turismo e Lazer do Distrito Federal, onde competiu pela última vez em maio de 2018 e morou antes de ir para Palmas. A Secretaria estadual de Saúde do Tocantins confirmou que o paciente recebeu atendimento no HGP, sem informar a data da internação nem a circunstância da morte.
Em nota, o Colégio Sigma, onde João Vitor estudava em Brasília antes de se mudar para Palmas, lamentou o episódio: "É com muita dor que a comunidade escolar manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do ex-aluno. Diretores, colaboradores, professores e colegas da escola se solidarizam com a família. Nós optamos por não nos pronunciar em respeito ao momento de sofrimento pelo qual a família está passando", diz a nota enviada pela instituição de ensino.
Na imagem que circula pelas redes sociais e em grupos de WhatsApp, o carregador que causou o acidente não era da marca original do celular. O especialista em prevenção de incêndios e consultor de emergências Wesley Pinheiro diz que esse é um dos maiores riscos.
“O uso excessivo do celular fez com que crescesse o mercado paralelo de carregadores e baterias, não originais. Há um costume de comprar materiais e acessórios de segunda linha, o que acaba aumentando o risco que já existiria, em menores proporções, caso o carregador fosse original. O grande vilão é o carregamento de bateria”.
Assim como aconteceu com João Vitor, o consultor afirma que a maioria dos casos acontece com as crianças. “A parte de plástica funciona como um isolante. Os dois contatos que transmitem a energia para o interior do equipamento ficaram expostos. Nesse caso, o certo era desconectar o carregador segurando na parte de plástico ou desligar o disjuntor antes de retirar da tomada, utilizando algum material não condutor, como um alicate com cabo de borracha, por exemplo. Encostar nos dois pinos é certeza de ser eletrocutado, o que acabou acontecendo. Crianças e adolescentes acabam pensando menos, tendo menos noção do perigo”.
(Com Agência O Globo)
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