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18/02/2020

Liderança de caminhoneiros rechaça paralisação nesta quarta-feira

Enquanto o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, anuncia manifestações para os próximos dias para manter a tabela do frete, outras lideranças do movimento dos caminhoneiros, como Wanderlei Alves, o Dedeco, rechaçam qualquer tipo de paralisação. “Caminhoneiro não quer saber de paralisação, não, caminhoneiro quer trabalhar”, criticou.
Dedeco disse não ver qualquer movimentação neste sentido e questionou a legitimidade de Chorão enquanto representante da categoria: “Nem caminhoneiro é, não tem força para parar caminhoneiro, pegou foi carona no movimento”.
“Quem está nas estradas vê os caminhoneiros trabalhando, ninguém fala em paralisação, não. Isso aí é meia dúzia de perturbado que fica em grupo de WhatsApp e não tem o que fazer, não trabalha”, disparou. Para ele, o combustível baixou e, no momento, não há cenário favorável politicamente para um movimento do tipo: “Temos um governo que tem boa popularidade, ninguém consegue fazer manifestação contra ele”.
Nesta segunda-feira (17), Chorão afirmou que já estava prevista uma manifestação, sem qualquer tipo de bloqueio em rodovias, para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) na análise da constitucionalidade da tabela do frete. Relator, o ministro Luiz Fux adiou na semana passada o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) que tramitam na corte, mas alguns caminhoneiros decidiram manter o protesto como demonstração de força.
Apesar das criticas de Wanderlei, contudo, há outras entidades que endossam a paralisação. É o caso, por exemplo, da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), cujo presidente, José Roberto Stringasci, confirmou ao Metrópoles a adesão ao movimento.
Além da questão do frete, eles também querem o fim do chamado Preço de Paridade de Importação (PPI), que define preços nas refinarias tendo o dólar como base e incluindo no cálculo custos de frete de navios, transportes e taxas portuárias.
As divergências dentro do movimento, que têm várias lideranças descentralizadas, não são novidade. Desde a greve de 2018, em que os caminhoneiros forçaram o então presidente Michel Temer (MDB) a negociar, houve episódios pontuais de novas tentativas de greve que não tiveram tanta adesão justamente pelos embates internos da categoria, motivados por pautas e por diferenças ideológicas.

(Com Metropoles.com)


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