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23/01/2023

Morre leoa Sabrina, a última da espécie africana no zoológico de Rio Preto

A leoa idosa Sabrina, de idade presumida de 24 anos, o último exemplar da espécie africana a viver no Zoológico de Rio Preto, morreu na manhã desta segunda-feira, 23/01. O animal estava internado no setor extra do Zoológico há cerca de uma semana para cuidados veterinários.

Desde o início do ano, a leoa que já apresentava diversos problemas de saúde pela idade avançada e pelo histórico de cirurgias e vida em circo, foi parando de se alimentar progressivamente e se tornou mais resistente à locomoção, preferindo permanecer sentada ou deitada no recinto.

Por esta razão, no início desta segunda quinzena de janeiro, a equipe de técnicos e gestão do Zoo decidiu interná-la no setor clínico da instituição para exames, tratamento veterinário e para que ela fosse assistida de perto. Com a constatação da morte do animal na manhã desta segunda, a equipe realizou necropsia e amostras de tecidos foram coletadas para exames a fim de precisar a causa.

Histórico

De origem africana, a leoa (Panthera leo), chegou ao Zoológico de Rio Preto em 2005, trazida do Zoo de Americana, com aproximadamente 6 anos.

Aos 24 anos (idade presumida atual), já era considerada um animal idoso e vivia com as complicações típicas idade e também do seu histórico anterior de exploração em circo e de cirurgias. Na natureza, a expectativa de vida de leoas fêmeas é de 15 anos.

Com o passar dos anos, ela começou a ter perda de pelos, passou por cirurgia em 2013 para retirada do útero e ovários por conta de complicações e, posteriormente, também foi diagnosticada com tumores nas mamas. No mesmo ano foi realizada nova cirurgia, desta vez para retirada de toda a cadeia mamária (direita e esquerda).

O animal se recuperou e, apesar de ter sido confirmado o câncer de mama, a doença não se espalhou ou ressurgiu em outros locais. Em 2019, a leoa teve uma pneumonia e passou pela retirada de mais um tumor próximo à pata dianteira.

Foi submetida a uma bateria de exames, que diagnosticou diversas alterações na coluna, causando dor e dificuldade na locomoção. Passou a receber medicamentos de uso contínuo para controle da dor crônica, visando melhorar a sua qualidade de vida. Seguiu bem ao longo de todos esses anos, se alimentando bem e não demonstrando nenhuma mudança fisiológica, apesar da idade avançada.

Uma das missões do Zoológico de Rio Preto é garantir o bem-estar dos animais de seu plantel e isso inclui também acolher e dar qualidade de vida aos animais idosos.

(Com SBT Interior)


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