15/12/2022
A campanha contra a febre aftosa, promovida pelo ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), termina neste sábado (17). No fim de novembro, o ministério prorrogou a campanha, após pedido de alguns estados motivados, em parte, pela aprovação e liberação de lotes de partidas de vacina ao final da etapa.
A vacina será aplicada em bovinos e bubalinos de até 24 meses em dez estados (AL, AM, CE, MA, PA, PB, PE, PI, RR e RN), conforme o calendário nacional de vacinação. Já em 11 unidades da federação - BA, ES, GO, MG, MS, MT, RJ, SE, SP, TO e DF - que compõem o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), a vacinação é para todo o rebanho.
Vacinas
As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C desde a aquisição até o momento da utilização, incluindo o transporte e a aplicação na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.
Além da vacinação, os produtores devem fazer a comprovação junto ao órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração da vacina pode ser entregue de forma online ou, quando não for possível, presencialmente, nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.
A expectativa do ministério é vacinar vacinar cerca de 161 milhões de animais. O produtor poderá fazer a declaração da vacinação até dia 24 de dezembro.
Febre aftosa
A febre aftosa é causada por um vírus altamente contagioso, com impacto econômico significativo, acometendo principalmente os animais de produção como bovinos, suínos, caprinos, ovinos e outros animais, em especial os de cascos bipartidos (cascos fendidos). A doença é raramente fatal em animais adultos, mas pode causar mortalidade entre os animais jovens.
O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por inalação, ingestão ou abrasão de pele ou mucosas.
(Com Agência Brasil)
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