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11/11/2021

PF prende empresário investigado em esquema de pirâmide financeira na região

A Polícia Federal  de Jales , com apoio da Polícia Civil e Ministério Público Estadual de Santa Fé do Sul ,  deflagrou, na manhã de ontem, quinta-feira (11), a Operação P onzi, que investiga um grande esquema de “pirâmide financeira”, que pode ter movimentado mais de  R$ 100 milhões nos últimos quatro anos.
Quatro mandados de prisão (um de prisão preventiva e três temporárias) e vinte e três mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Estadual de Santa Fé do Sul e estão sendo cumpridos em Santa Fé do Sul, Santa Clara d’Oeste, Votuporanga, Bebedouro, Araçatuba, Casa Branca, Americana, Santana de Parnaíba e São Paulo.
A empresa alvo das investigações é a B&G Cred, com sede na rua Quatorze, 746, centro de Santa Fé do Sul. Estima-se que só em Santa Fé do Sul o prejuízo pode chegar a R$ 50 milhões, dinheiro de pessoas que investiram na ‘financeira’. O proprietário da B&G Cred tem participação e investimento na construção da Marina da cidade e também fazia parte da organização de festas e shows na região.

Filiais
Durante as investigações, a PF apurou que em apenas dois anos, o empresário preso abriu dezenas de empresas e filiais em várias cidades do interior paulista, tendo como fachada a oferta de serviços de créditos de bancos diversos, mas na verdade, toda a estrutura era voltada para convencer poupadores a entregarem suas economias em troca de altas taxas de juros remuneratórios que chegavam até 6% ao mês, que eram pagos com recursos de novos investidores, caracterizando um esquema de “Pirâmide Financeira”.
O empresário investigado como líder de um esquema de “Pirâmide Financeira” e o diretor geral do grupo investigado, foram presos na saída de uma casa de shows em São Paulo, ontem (11), por policiais federais à paisana e estão sendo conduzidos até a sede da PF em Jales para serem ouvidos pela autoridade policial. Os outros presos são a ex-esposa do empresário e a diretora financeira do grupo.
A PF também localizou uma mansão, chácaras e um terreno às margens do Rio Paraná, além de vários carros de luxo e uma aeronave que foram apreendidos. Três embarcações de grande porte também foram apreendidas com o apoio de equipes da Polícia Militar Ambiental de Fernandópolis.
Os presos serão indiciados, na medida de suas culpabilidades, nos crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, estelionato, crime contra a economia popular e organização criminosa, com as penas máximas somadas de até 24 anos de reclusão.
O nome da operação foi utilizado em alusão ao esquema  Ponzi , que é uma operação fraudulenta e sofisticada de investimento do tipo esquema em pirâmide que envolve a promessa de pagamento de rendimentos anormalmente altos “lucros” aos investidores à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente.

(Com SBT Interior)


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