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Diário de Penápolis

Esportes

05/09/2009

Brasil se diz pronto para clima de guerra e 'festeja' desespero argentino

Torcida perto do campo, estádio Gigante de Arroyito cheio, provocações. A seleção brasileira assegura que está preparada para tudo isso neste sábado (21h30, horário de Brasília), no clássico diante da Argentina, em Rosario. Mais que isso, os jogadores se apegam a um fator que pode diminuir a pressão durante a partida: o desespero dos rivais.
"Sem dúvida a Argentina precisa muito mais da vitória que o Brasil. Viemos para vencer, é claro, mas eles estão desesperados pelo resultado. Por isso trouxeram o jogo para cá, para ter a torcida mais próxima e fazer uma pressão muito maior. Mas estamos preparados e somos acostumados à pressão", disse Felipe Melo. Para ele, os hermanos devem encarar o clássico como uma final. A Argentina está em quarto lugar e pode terminar a rodada na quinta colocação em caso de derrota, restando mais três jogos pela frente. O Brasil, por sua vez, lidera as eliminatórias e está perto da vaga na Copa do Mundo. Em boa fase, o time de Dunga não se intimida com a "guerra" armada pelo adversário e pela torcida local, e tem uma estratégia para provar que está realmente preparado. Os jogadores já conversam internamente sobre a importância de manter a calma e não cair nas eventuais provocações. "Brasil x Argentina é sempre uma guerra, nos últimos dias só se falou disso, além das provocações que aconteceram dos dois lados. O importante é ter equilíbrio para terminarmos a partida com 11 jogadores em campo. A tranquilidade será fundamental para suportarmos bem o jogo mentalmente", recomendou o capitão Lúcio. Felipe Melo mostrou já ter entendido o recado do experiente zagueiro. "É um jogo com espírito de guerra. Os mínimos detalhes serão decisivos, qualquer bobeira pode definir o resultado. Por isso, temos que manter o nível de concentração e a pegada forte durante os 90 minutos". Elano, por sua vez, procurou um lado positivo na rivalidade entre Brasil e Argentina e no ambiente criado em Rosario. "Fazemos parte de uma grande seleção, esse alvoroço todo e essa correria são coisas boas. E em campo são apenas 11 contra 11", completou.


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