19/03/2017
Memórias do Carboni: Fatos Pitorescos
Dentre as dezenas de campos de futebol os quais tivemos o imenso prazer de conhecer e jogar, sempre havia ou acontecia algum fato merecedor de nora. Lá no primeiro campo do bairro do Macuquinho (depois de alguns anos o pessoal de lá construiu outro campo em lugar diferente), havia um cupinzeiro quase no meio e ninguém tinha se preocupado em tirá-lo antes do jogo, e, é claro que ele atrapalhava em muitos lances. Era preciso desviar-se e quando alguém se descuidava o tropeção e o tombo eram inevitáveis ou então a bola batia nele e enganava todo mundo. Ainda no primeiro tempo houve uma falta a nosso favor e o Bijú se dispôs a bater, só que ele colocou a bola justamente em cima do tal cupinzeiro, só que o juiz achou que já era muita gozação e não deixou, obrigando-o a tirá-la de lá. Depois de obedecer o juiz, o Bijú bateu a falta e o jogo prosseguiu. No intervalo, eu e o Frajola pedimos um enxadão emprestado e retiramos o cupinzeiro, eliminando então o perigo de alguém se machucar. Já no bairro Moinho de Vento houve uma falta contra nossa equipe e perto da área. Pedimos a formação da barreira e o juiz começou a contar os passos regulamentares, só que ao invés de começar a contagem a partir do local da falta, ele fez o contrário e começou a contagem a partir da trave. Aí alguns jogadores locais cochicharam para ele, explicando o grande equívoco e ele sem se abalar com o gato iniciou nova contagem, dessa vez corretamente. A batida da falta tornou-se inócua, sem perigo, mas, como estava 2 a 1 a nosso favor e já no segundo tempo, o juiz resolveu espichar o tempo de jogo para 57 minutos, até sair o empate. No jogo realizado lá no bairro Córrego dos Pintos, eu não sei por qual motivo os diretores do time local resolveram trocar de juiz no intervalo do primeiro para o segundo tempo, apesar que a arbitragem dele não estava lá grande coisa. Aconteceu, porém, que este segundo juiz foi tão ruim, ou melhor, ruim demais que conseguiu desagradar os dois times, fazendo com que os próprios diretores nos consultassem e de comum acordo foi chamado de volta o primeiro juiz. Isto foi em 10 de outubro de 1971 e vencemos por 3 a 2.
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