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Diário de Penápolis

Esportes

27/11/2015

Placar magro ofusca estatísticas do Santos

Os primeiros 90 minutos da decisão da Copa do Brasil já se foram. Em partida marcada por lances fortes, discussões e poucas jogadas vistosas em uma partida de futebol, o Santos abriu vantagem ao decretar o placar de 1 a 0 na Vila Belmiro. O resultado, porém, não diz muito o que foi o clássico da noite de quarta-feira. O time de Dorival Júnior ditou o ritmo do jogo o tempo inteiro, criou chances claras de gol e fez de Fernando Prass, goleiro palmeirense, o jogador com atuação mais destacada no confronto. Para começar, o Peixe teve o controle das ações por ter obtido a posse da bola em 57% do tempo. Já o alviverde da Capital mais uma vez abusou dos ‘chutões’. Aliás, neste quesito a equipe de Marcelo Oliveira foi superior, e com sobras. Foram expressivos 55 lançamentos durante o jogo, sendo que 39 não terminaram nos pés dos jogadores palmeirenses ou deram sequência nas jogadas. Neste ponto, o Santos tentou menos, mas também errou a maioria. Foram apenas seis lançamentos certos e 22 equivocados. Mas, o ponto que o torcedor santista deve estar se lamentando até agora é o fundamento de finalização. O time de Dorival Júnior concluiu em gol 17 vezes. Dez acertaram o alvo para apenas um gol marcado. Três destes lances são os mais emblemáticos da final: a cobrança de pênalti de Gabriel, que explodiu na trave; a defesa de Fernando Prass com os pés, após o mesmo Gabriel ficar livre, cara a cara com o goleiro; e a conclusão para fora de Nilson, já aos 50 minutos do segundo tempo, sem goleiro, de dentro da pequena área. Por outro lado, o Palmeiras conseguiu a proeza de chutar apenas cinco bolas a gol e errar o alvo em todas as tentativas. A troca de passes também foi um ponto alto do Santos frente ao seu rival nesta decisão de Copa do Brasil. O alvinegro praiano acertou 297 vezes e errou 29, enquanto o Verdão conseguiu tocar a bola sem problemas apenas 185 vezes. Foram 33 passes errados dos jogadores palmeirenses. Na questão da disciplina e dos escanteios, o Peixe também saiu ‘vencedor’. Foram nove escanteios contra três em seu campo de defesa. E apenas quatro cartões amarelos contra sete do Palmeiras, além de um cartão vermelho mostrado para o lateral Lucas, que está fora da segunda final, na próxima quarta-feira, no Allianz Parque. Apesar disso, os santistas foram mais faltosos, com 29 interceptações ilegais, no critério da arbitragem, contra 17 do Palmeiras, que ainda realizou 16 desarmes corretos. Os jogadores do Peixe conseguiram 11 desarmes bem sucedidos.


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